O Transverso organiza-se em corte transversal na pesquisa do jornalismo como atividade comunicativa e experiência sociocultural.

Enfatizamos as implicações de seus discursos e práticas e a crítica de coberturas jornalísticas.  Nossas investigações partem da compreensão do jornalismo como produto e produtor de cultura, prática social e discursiva e agente no debate público acerca de questões coletivas.

Conheça nossos projetos

Nossas pesquisas, expressas nas duas linhas de interesse, envolvem estudos articulados a projetos de investigação coordenados e/ou orientados pelas coordenadoras do grupo.

Feminicídios na cobertura jornalística: permanências e mudanças em padrões de tratamento

A presente pesquisa propõe analisar coberturas jornalísticas de feminicídios realizadas em diferentes contextos sociais, geográficos, normativo-legislativo e midiáticos, buscando identificar se e em que medida é possível observar mudanças no padrão de tratamento desses crimes, sobretudo no que se refere ao enquadramento do acontecimento, representações de vítimas e de agressores, discussão sobre o problema da violência contra mulheres e valores sociais que alicerçam as interpretações de jornalistas e/ou suas fontes de informação.

Jornalismo e violência de gênero: reflexões teórico-epistemológicas a partir dos feminismos negro, interseccional e decolonial

o objetivo geral da pesquisa é refletir a respeito dos conhecimentos sobre violência de gênero, na intersecção com raça, classe e sexualidade, que são produzidos pelo jornalismo e como tais conhecimentos podem ser potencializados a partir das contribuições teórico-epistemológicas dos feminismos negro, interseccional e decolonial.

Os feminicídios em Santa Catarina e a cobertura jornalística: mapeamento de um problema público

O projeto tem como principal objetivo fazer um levantamento exaustivo de feminicídios ocorridos em Santa Catarina e noticiados pela imprensa a partir de março de 2015, data da promulgação da lei do feminicídio (lei nº 13.104/15).

O Brasil no radar da mídia informativa de referência: atores, valores, instituições e a dimensão pública de questões expostas em acontecimentos

O projeto objetiva problematizar a relação entre jornalismo e valores sociais. Prevê análise de acontecimentos que alcançam relativa repercussão em mídias informativas de referência.

Acontecimento político e cobertura jornalística: a posse de Jair Bolsonaro em jornais, revistas e portais de notícia

Desenvolvido pelo grupo e coordenado pelas três professoras Gislene Silva, Terezinha Silva e Daiane Bertasso. Busca analisar aspectos específicos da cobertura jornalística de um “acontecimento programado”, tais como o trabalho de pré-apuração e apuração realizados.

 Produção de sentidos no jornalismo com perspectiva de gênero

O projeto compreende o jornalismo como uma forma de conhecimento que contribui para a construção social da realidade e uma prática discursiva que, historicamente, tem colaborado na produção de sentidos que reproduzem desigualdades em relação às questões de gênero e outras interseccionalidades.

Crítica de cobertura jornalística: questões de método e ações de contra-hegemonia em contexto de grande desigualdade social

 A pesquisa dá continuidade a projeto anterior da pesquisadora, dedicado ao estudo de aportes teóricos e técnicos para uma crítica cultural da notícia. Na etapa atual, centra-se na investigação da crítica de cobertura jornalística pela perspectiva acadêmica, com atenção em questões de método para analisar e criticar coberturas e também em ações de contra-hegemonia observadas em coberturas jornalísticas no contexto da grande desigualdade social brasileira.


Notícias e análises

  • Feminicídios em SC contrariam tendência de queda no Brasil em 2026

    No Brasil, o número de feminicídios neste ano – embora alarmante – reduziu 2,5% em relação ao mesmo período de 2025. Foram 741 vítimas registradas entre janeiro e junho. Santa Catarina, porém, contraria a tendência nacional. Os casos no estado aumentaram 33%, segundo dados do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, elaborado pelo Ministério…

  • “As mulheres não são importantes para esse governo”

    Presidenta do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Marlete de Oliveira, critica inércia do estado catarinense no combate à violência contra as mulheres e na prevenção dos feminicídios Por: Terezinha Silva, Raissa Hübner e Maitê Silveira Santa Catarina é o estado com o maior número de registros de ameaça no contexto da violência doméstica contra…

  • Transverso disponibiliza link de capítulo de livro publicado na Espanha

    Estudo analisa fontes de informação em matérias jornalísticas sobre feminicídios A maior visibilidade de notícias sobre feminicídio na imprensa, principalmente a partir de 2018, foi acompanhada por uma discussão mais aprofundada sobre a violência de gênero nas notícias divulgadas? É sobre isso que a professora Terezinha Silva e a doutoranda Thais Araujo, integrantes do grupo…